quarta-feira, 25 de agosto de 2010




Na paisagem doméstica



E se dissesse: fica ...
Varreríamos de vez nossas obscenidades,
ou deixaríamos estendido
sob o chão de casa
esse falso tapete de culpas?
Vê essas garrafas enfileiradas?
Os silêncios que rasguei das paredes,
colei nos gargalos em que me perdi.
Na profundeza úmida,
resta, olvidado, seu nome.

(Os ossos da baleia



9 comentários:

Hilton Valeriano disse...

As contradições da carne, as contradições do espírito: cicatrizes humanas! Belo, meu amigo e grande poeta!

Tania regina Contreiras disse...

Instigaram-me os poemas, registrei-me no espaço: sigo-te!
Abraços,

Carla disse...

Belo e polifônico!

Gustavo Felicíssimo disse...

Véi, os livros chegaram. Já dei cabo de tudo. Evohé! Meu primeiro livro vem aí.

Hilton Valeriano disse...

Parabéns poeta Gustavo!

Jorge Elias disse...

É isso Hilton, o fio da contradição humana.

Abraço

Jorge Elias disse...

Tânia Regina Contreiras e Carla, sejam bem vindas ao Estalo da palavra.

Obrigado pelos comentários,

Abraço

Jorge Elias disse...

Amigo GUstavo, fico na expectativa de seu livro.
Obrigado por distribuir os livros.

Abraços

livia soares disse...

Muito interessante.
É bom saber que vou encontrá-lo aqui.
Um abraço.