sexta-feira, 9 de novembro de 2007

O verde psicografado

Certa vez,
psicografei um beija-flor morto
na morna manhã da sensatez.

Ele me confirmou
que a turba renovará o erro de sempre.

– O desespero do luar está em teus olhos, disse-me ele.
Diz-me, rapaz,
és capaz de ver
quantas perspectivas na falsa inércia de um tronco?...
Acreditas mesmo
que um coração pode ser o centro do Universo?...

(Verdes Versos)

4 comentários:

KÁTIA CORRÊA DE CARLI disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
KÁTIA CORRÊA DE CARLI disse...

É coisa de poeta acreditar que pode um coração ser o centro do Universo... daí, qdo a gente descobre que não é centro nem de nós mesmos é que a dor parece doer mais... dor de ausência regada a lágrima seca.
sei lá... hoje estou mais ou menos...
bom sábado
beijos

Jorge Elias disse...

Sabe Kátia,
É coração batendo e vida transbordando...
Como disse o prof. José Augusto Carvalho, eu procuro "brincar com idéias mais que com palavras". Penso que a poesia se presta a fomentar o pensamento humanista.
À propósito, separei um texto do Mário Quintana e, assim que puder, vou deixá-lo no seu BLog.

Um abraço,

Jorge

KÁTIA CORRÊA DE CARLI disse...

Obrigada pelo texto... estamos todos de passagem, o triste da história (para os que têm alguma crença) é que como somos artífices dela, também somos responsáveis por ela e teremos que sofrer a inevitável conseqüencia mais do bem que deixamos de fazer do que do mal praticado...
Mas vamos em frente, sofrendo, fazendo poesia, porqe sem dor não há poema... (pelo menos para mim)
beijos e bom dia