domingo, 8 de janeiro de 2012

Ángel González - Poemas traduzidos


Palabra sobre palabra
                     Organização e tradução: Jorge Elias Neto  


                      Para vivir un año es necesario morirse muchas veces mucho.
                           Ángel González





Algunas palabras



Alguns poetas são atletas do abismo. Espreitam, com seu olhar irrequieto e sensível, o entardecer por detrás da História. Debulham o seu passado – o nosso passado – e nos ofertam um ladrilho de palavras. Esses mesmos poetas se especializam, tornam-se alpinistas do nada e penduram-se no portal do tempo. Sabem-se clandestinos, insignificantes e fadados ao esquecimento.
Angel González (1925-2008), notável poeta espanhol, faz parte desse seleto grupo.
Um dos principais poetas espanhóis da Geração dos 50, por muitos considerado o maior poeta espanhol do século XX, González é pouco conhecido em nosso meio.
Entre seus livros mais importantes figuram Áspero mundo, Sin esperanza, con convencimiento e Grado Elemental.
Vejamos o que Luis Isquierdo escreveu na introdução da última antologia publicada por González:
O dom do poeta é a denúncia do negativo que perpassa a vida: a belicosidade que não cessa, a dependência de imposições, o medo disseminado das condutas. Sem renunciar à beleza, os versos tem que tratar também de nossos erros e fracassos. A beleza resiste, e tem seus momentos. Entretanto tem-se que ter conhecimento de sua raridade.1
Não há leitura inocente para uma poética desmascaradora do que se pretende fácil e espontâneo na vida. No orbe poético de Angel González, a presença da beleza se afirma pela atenção precisa do autor a tudo o que a dificulta. E a exigência de não renunciar a ela,
que é recordá-la, implica no dom de fazê-la tão viva quanto excepcional 1. O que se manifesta, em rigor, é uma consciência desenganada.
Para entendermos um pouco de sua obra, é imprescindível reconhecer a profunda influência da Guerra Civil Espanhola sobre sua infância. Observação que também se aplica aos principais poetas da Geração dos 50. Ao contrário da geração que os antecedeu, esses poetas realizaram uma poesia dita social, mais combativa, ambígua, rica em ironia, desilusão e crítica ao em torno político-social. Essa característica é bem evidente em seu livro de estréia Aspero Mundo (1956).
Posteriormente, González se distanciou da poesia social, passando inclusive a criticá-la em alguns de seus aspectos fundamentais. De qualquer forma, reconheceu que um certo mundo perdido existente em sua poesia, era, no fundo, a Guerra Civil e a perda da causa que representava a República Espanhola 2. Como disse o autor:
Sin salir de la infancia, en muy pocos años, me convertí, de súbdito de un rey, un ciudadano de una república y, finalmente, un objeto de una tiranía.
Outro episódio que marcou a escrita de González foi ter adquirido tuberculose. O tratamento desta patologia obrigou-o a um longo retiro em Páramo Del Sil, onde teve oportunidade de se aproximar mais da poesia e iniciar, de forma mais sistemática, sua produção poética.
Suas primeiras experiências poéticas foram como autodidata. Segundo o poeta, a ditadura espanhola impossibilitava o livre acesso à literatura.
Juan Ramon Gimenez, grande poeta espanhol do começo do século XX, ganhador do prêmio Nobel de literatura, foi a primeira e fundamental referência para o jovem poeta. Também os existencialistas, sobretudo Sartre e Camus, povoavam, desde cedo, o inconsciente de González.
Mais tardiamente se interessou pela obra de Antonio Machado, considerado por ele o poeta do inefável, e pela poesia vanguardista do peruano César Vallejo. Refere-se a Vallejo como sendo o responsável por um de seus maiores deslumbramentos que ocasionaram mudanças definitivas em sua obra.
Por outro lado, Ángel González tornou-se uma referência indiscutível para os poetas que, no final da década de oitenta, iniciaram uma polêmica e definitiva mudança na poesia espanhola denominada Poesía de la experiencia. Declarou o poeta: chega um momento que, inevitavelmente, o poema há de ser necessário para quem o escreve, se se deseja que depois seja legítimo para quem o lê.4
Graduado em direito e jornalismo , fugiu da ditadura franquista em 1972 e passou a lecionar literatura espanhola contemporânea em várias Universidades Norte-americanas.


Primeras palabras

Deixemos que o poeta nos fale um pouco sobre sua obra e idéias2-3:

Em seus textos a cidade é o cenário da opressão ...

Sempre tratei de fazer uma poesia da experiência que eu estava vivendo, e que, naquele momento, era uma experiência urbana. As vidas nos grandes setores do campo, de alguma maneira, estavam se urbanizando, estavam condenadas a uma vida urbana – apesar disso estar ocorrendo em um cenário que até então havia sido uma área rural – e então me pareceu que essa era a maior área de experimentação para entender, para compreender a vida do homem [...].

Um de seus grandes temas é a suposta inutilidade da palavra poética, tema que o vincula à Borges ...

Nunca pensei nisto. De qualquer forma, essa falta de fé na palavra, em alguns momentos explícita, também é motivada como reação frente as excessivas ilusões que os poemas sociais tinham demonstrado na eficácia da palavra, por exemplo frente a afirmação de Celaya de que a poesia é uma ferramenta para transformar o mundo[...] Daí essa reação de falta de fé na palavra que também possivelmente seja exagerada, quero dizer, a palavra, quem sabe não seja tão inútil como eu às vezes tenha pensado, quem sabe a palavra tenha certo valor de ato em alguns momentos. Já em Borges me parece que é uma construção mais complexa, mais intelectual, menos relacionada com esta vivência imediata como a Poesia social ...

A ironia também é parte de seu canto elegíaco.

Sim, porque o princípio da ironia para os poetas de minha geração foi um meio de nos esquivar da censura franquista, porém, com o tempo, me dei conta que a ironia expressa a ambiguidade do mundo, quero dizer, a ironia te permite dizer que sim e que não ao mesmo tempo [...]

Também é clara sua veneração a utilização da palavra exata, em um poema não falta e nem sobra nada.

Eu sempre sou muito cuidadoso com o uso da linguagem, utilizo como matéria de trabalho a linguagem coloquial, gosto da simplicidade, da clareza. É mais difícil escrever com clareza que escrever de forma obscura como fazem outros poetas, que cultivam o hermetismo, o obscurantismo que nem eles mesmos sabem o que querem dizer e nem o leitor sabe dar sentido. Também é verdade que tem um valor literário, porém não é a poesia com a qual simpatizo.

Nunca se separou desta linha apesar da influência da ploriferação das vanguardas no século XX e que, como é óbvio, também marcaram sua obra?

Sim, a vanguarda me influenciou muito porque li poetas como Gerardo Diego, criacionista e ultraísta, e li apaixonadamente a Cesar Vallejo. Isso me deixou algum traço que pode ser observado em alguns de meus poemas: o gosto pelo jogo, pelo lírico, porém nunca me contagiou a obscuridade das vanguardas e a racionalidade absoluta, que sempre mantive sobre controle.

Existe um certo tom de conversação em sua poesia. É uma ferramenta para se aproximar do leitor?

Creio que sim, porém este tom de conversação não é deliberado, o fazemos sem nos darmos conta e ao longo dos anos é que percebemos essa característica, como disse Machado “com as palavras se pode fazer muitas coisas, música, literatura, etc, porém sobretudo com a palavra se pode falar”.

Em meio a esta paisagem um tanto apocalíptica, a reflexão sobre a poesia já não seria uma interrogação sem propósito?

Não, a poesia como arte em geral é forma, debaixo de suas formas há muitas coisas. A poesia tem muitas caras e muitas possibilidades, que podem ter até nada, como pretendia fazer Mallarmé, que buscava a inanidade sonora, que é uma casca de sons onde não há nada. A poesia te ilumina, te clareia as coisas, te explica o mundo e responde a essa necessidade de entender a vida. Escrever é doloroso, pois a poesia só nasce de um sentimento muito agudo que exige ser formulado e encontrado em palavras que expressem esse sentimento íntimo e agradável. Quando esse sentimento não aparece, então não se escreve, ninguém é obrigado a escrever um poema porque se não é necessário para ti como vai ser necessário para os demais. Graças às palavras se vai formulando esse sentimento um pouco obscuro que que não sabemos aonde leva.

Sua poesia, aonde leva?

Não sei falar de meus livros, não vejo claramente minha poesia, sou bastante autocrítico, exigente e não gosto em demasia de nada que faço, sempre espero que seja melhor. Porém há um momento em que me decido a publicá-los porque se os mantenho guardados se apodrecem. A poesia se realiza realmente quando a leem os outros.



Sabias palabras


[...]
Falo também como escritor, já que na qualidade de tal estou aqui. Gostaria de falar como poeta, porém não poderia fazê-lo sem contradizer-me gravemente, pois sempre sustentei que os poetas não existem, salvo na leitura. Se falasse como poeta os falaria, em minha opinião, à partir do nada. O poeta Ángel González, estará nos livros como uma possibilidade, como uma proposta ao leitor que será quem, em última análise, decidirá sobre sua existência ou sua inanidade. Aqui está, tão somente, o homem que há tramado as palavras que dão vida ao poeta, palavras insuficientes em sí mesmas, que não teriam sentido sem o concurso dos outros. E essa é uma das grandes lições que, em meu modo de ver, se desprendem da poesia. Porque nossa forma de ser, o que efetivamente somos, depende dos outros mais do que habitualmente pensamos. Ninguém, e isso é muito evidente no caso dos poetas, pode existir sem os demais.
Não se esqueçam nunca.
É certo que o poeta, o grande poeta lírico, mobiliza impulsos que o homem encontra no centro de sua intimidade ou de sua experiência. Porém, essas reações anímicas e sentimentais, por mais pessoais que pareçam, não podem ser únicas e intransferíveis. Se não faz vibrar por simpatia o coração dos outros, se não ressoam e se atualizam em sensibilidades alheias, o poeta haverá nascido morto. Não para o que ele diz, mas pelo que ele realmente faz, o ato poético é, em essência, eminentemente solidário.

Fragmento do discurso de agradecimento pelo importante Prêmio Príncipe de Astúrias de Letras 5

Palavra sobre palabras



[ Para que yo me llame Ángel González]


Para que yo me llame Angel González,
para que mi ser pese sobre el suelo,
fue necesario um ancho espacio
y um largo tiempo:
hombres de todo mar y toda tierra,
fértiles vientres de mujer, y cuerpos
y más cuerpos, fundiéndose incesantes
em outro cuerpo nuevo.
Solstícios y equinoccios alumbraron
com su cambiante luz, su vario cielo,
el viaje milenario de mi carne
trepando por los siglos y los huesos.
De su pasaje lento y doloroso
de su huida hasta el fin, sobreviviendo
naufrágios, aferrándose
al último suspiro de los muertos,
yo no soy más que el resultado, el fruto,
Lo que queda, podrido, entre los restos;
esto que veis aqui,
tan sólo esto:
um escombro tenaz, que se resiste
a su ruína, que lucha contra el viento,
que avanza por caminos que no llevan
a ningún sítio. El êxito
de todos los fracasos. La enloquecida
fuerza del desaliento ...




[ Para que eu me chame Ángel González]




Para que eu me chame Angel González,
para que meu ser pese sobre o solo,
foi necessário um amplo espaço
e um largo tempo:
homens de todo o mar e toda terra,
férteis ventres de mulheres, e corpos
e mais corpos, fundindo-se incessantes
em um novo corpo.
Solstícios e equinócios deslumbraram
com sua luz oscilante, seus múltiplos céus,
a viagem milenar de minha carne
vencendo os séculos e os ossos.
De sua passagem lenta e dolorosa
de sua fuga até o fim, sobrevivendo
naufrágios, agarrando-se
ao último suspiro dos mortos,
eu não sou mais que o resultado, o fruto,
o que tombou, podre, entre os restos;
este que vês aqui,
tão somente este:
um escombro tenaz, que resiste
a sua ruína, que luta contra o vento,
que avança por caminhos que não levam
a nenhum lugar. O êxito
de todos fracassos. A enloquecida
força do desalento ...




Eso no es nada


Si tuviésemos la fuerza suficiente
para apretar como es debido um trozo de madera,
sólo nos quedaria entre las manos
um poco de tierra.
Y si tuviésemos más fuerza todavía
para presionar com toda la dureza
esa tierra, sólo nos quedaría
entre lãs manos um poco de agua.
Y si fuese posible aún
oprimir el agua,
ya no nos quedaría entre las manos
nada.



Isso não é nada


Se tivéssemos a força suficiente
para se comprimir como se deve um tronco de madeira,
somente nos restaria entre as mãos
um pouco de terra.
E se tivéssemos ainda mais força
para pressionar com toda intensidade
essa terra, somente nos restaria
entre as mãos um pouco de água.
E se fosse possível alguém
comprimir a água,
já não nos restaria entre as mãos
nada.


Cumpleaños


Yo lo noto: cómo me voy volviendo
menos cierto, confuso,
disolviéndome en el aire
cotidiano, burdo
jirón de mí, deshilachado
y roto por los puños
yo comprendo: he vivido
un año más, y eso es muy duro.
¡mover el corazón todos los días
casi cien veces por minuto!


Para vivir un año es necesario
morirse muchas veces mucho.




Aniversários




Eu observo: como vou me tornando
incerto, confuso,
disolvendo-me no ar
cotidiano, grosseiros
retalhos de mim, desleixado
e maltrapilho.
Eu compreendo: vivi
um ano mais e isso é muito duro.
O coração pulsa todos os dias
quase cem vezes por minuto!

Para viver um ano é necessário
morrer-se muitas vezes.




El derrotado


Atrás quedaron los escombros:
humeantes pedazos de tu casa,
veranos incendiados, sangre seca
sobre la que se ceba -último buitre-
el viento.


Tú emprendes viaje hacia adelante, hacia
el tiempo bien llamado porvenir.
Porque ninguna tierra
posees,
porque ninguna patria
es ni será jamás la tuya,
porque en ningún país
puede arraigar tu corazón deshabitado.


Nunca -y es tan sencillo-
podrás abrir una cancela
y decir, nada más: «buen día,
madre».
Aunque efectivamente el día sea bueno,
haya trigo en las eras
y los árboles
extiendan hacia ti sus fatigadas
ramas, ofreciéndote
frutos o sombra para que descanses.




O derrotado




Atrás tombaram os escombros:
fumegantes pedaços de tua casa,
verões incendiados, sangue seco
para que engorde – o último abutre -
o vento.


Tú segues adiante na viagem, até
o tempo chamado porvir.
Porque nenhuma terra
te pertence
porque nenhuma pátria
é nem será tua,
porque em nenhum país
Pode acolher teu coração vazio.

Nunca – e isso é tão claro -
poderás abrir uma porta
e dizer, simplesmente: « bom dia,
mãe ».
Embora efetivamente o dia seja bom,
haja trigo nos campos
e as árvores
extendam até ti suas fadigadas
ramagens, oferecendo-te
frutos e sombra para que descanses.




Otro tiempo vendrá distinto a éste...


Otro tiempo vendrá distinto a éste.
Y alguien dirá:
«Hablaste mal. Debiste haber contado
otras historias:
violines estirándose indolentes
en una noche densa de perfumes,
bellas palabras calificativas
para expresar amor ilimitado,
amor al fin sobre las cosas
todas.»
Pero hoy,
cuando es la luz del alba
como la espuma sucia
de un día anticipadamente inútil,
estoy aquí,
insomne, fatigado, velando
mis armas derrotadas,
y canto
todo lo que perdí: por lo que muero.




Outro tempo virá distinto deste ...


Outro tempo virá distinto deste.
E alguém dirá:
«Falas-te mal. Devias ter contado
outras histórias:
violinos esticando-se indolentes
em uma noite densa de perfumes,
belas palavras qualificativas
para expressar o amor sem limite,
amor acima de todas
as coisas.»
Porém hoje,
quando a luz do Amanhecer
é como a espuma suja
de um dia antecipadamente inútil,
estou aqui,
insone, fadigado, velando
minhas armas derrotadas,
e canto
tudo que perdi: pelo que morro.


Son las gaviotas, amor


Son las gaviotas, amor.
Las lentas, altas gaviotas.
Mar de invierno. El agua gris
mancha de frío las rocas.
Tus piernas, tus dulces piernas,
enternecen a las olas.
Un cielo sucio se vuelca
sobre el mar. El viento borra
el perfil de las colinas
de arena. Las tediosas
charcas de sal y de frío
copian tu luz y tu sombra.
Algo gritan, en lo alto,
que tú no escuchas, absorta.
Son las gaviotas, amor.
Las lentas, altas gaviotas.



São as gaivotas, amor


São as gaivotas, amor.
As lentas, distantes gaivotas.
Mar de inverno. A água cinza
mancha de frio as rochas.
Tuas pernas, tuas doces pernas,
enternecem as ondas.
O céu sujo tomba
sobre o mar. O vento borra
o perfil das colinas
de areia. As tediosas
lagoas de sal e frio
imitam tua luz e tua sombra.
Gritos, lá do alto,
que tu não escutas, absorta.
São as gaivotas, amor.
As lentas, distantes gaivotas.






Referências:
1- González À. Antologia poética; – Madrid: Alianza Editorial, terceira reimpressão, 2008.
2- Entrevista ao poeta Harold Alvarado Tenório: http://www.arquitrave.com/entrevistas/arquientrevista_Agonzalez.html
3- Entrevista ao poeta Armando G. Tejeda: http://www.babab.com/no09/angel_gonzalez.htm
4- Iravedra A. Poesia de La experiência; - Madrid: Visor libros, primeira edição, 2007.
5- Fundación Príncipe de Astúrias: http://www.fpa.es/premios/1985/ngel-gonzalez/



Jorge Elias Neto (1964) Médico, pesquisador e poeta. Capixaba, reside em Vitória – ES. Livros: Verdes Versos (Flor&cultura ed. - 2007), Rascunhos do absurdo (Flor&cultura ed. - 2010), Os ossos da baleia e Breviário dos olhos (inéditos). Participação: Antologia poética Virtualismo (2005), Antologia literária cidade (L&A Editora – 2010), Antologia Cidade de Vitória (Academia Espiritossantense de letras – 2010 e 2011) e Antologia Encontro Pontual (Editora Scortecci – 2010). Colabora com poemas em vários blogs e na revista eletrônica Germina, Diversos-afins, Poesia diversa e no Portal Literário Cronópios.
Blog: http://jeliasneto.blogspot.com E-mail: jeliasneto@gmail.com









2 comentários:

MIRZE disse...

Excelente!

Achava que era espanhol.

Interessante esse pensamento:
"Escrever é doloroso, pois a poesia só nasce de um sentimento muito agudo que exige ser formulado e encontrado em palavras que expressem esse sentimento íntimo e agradável."

Concordo plenamente, mas para que a poesia seja no real sentido social. o que sai da alma poética fere os leitores que preferem uma poesia de no máximo cinco versos.Também é real o fato de não sabermos para onde nos levam as palavras e como são interpretadas.

Uma entrevista muito inteligente, onde aprende-se muito!

Parabéns!

Mirze

Francis Juif disse...

Qual é o nosso lugar no mundo? Ángel González ajuda a nos situar, no meio do caminho intranquilo.