domingo, 29 de junho de 2008

O que se vê


Pela fresta estreita em que me permito ver a vida,
insiste em me turvar a visão
esta névoa contínua das minhas incertezas.
O lugar no horizonte o seu próprio nome diz...
Vejo apenas uma fração do nascer
ou do porvir da existência.
Se claro, vejo pálido; se escuro, aí vejo tudo.
Tão limitada é a consciência dos seus limites
que, como um asno, se permite tampar os olhos
para trilhar seguro seu pedaço na história.






(Verdes Versos - 2003)

5 comentários:

Dauri Batisti disse...

Se claro, vejo pálido; s escuro, aí vejo tudo. Bonito.
Que bom que você voltou.

Lunna Montez'zinny disse...

As vezes é melhor deixar os olhos fechados do que tê-los mareados. Gostei da intensidade, firme, forte. Me permitiu uma reflexão. Abraços meus.

Acqua

Hanne Mendes disse...

Pouco se vê mas muito se pode inventar, como bons poetas, não é?

Abraço.

KÁTIA CORRÊA DE CARLI disse...

Você voltou!!!!!
Estou tão feliz! Você faz falta neste nosso mundinho aqui...
beijos todos os que não recebeu enquanto esteve fora e muita luz e paciência para colocar as coisas em dia.
bye

Mésmero disse...

Por isso prefiro a treva, ela me provoca concupiscência.