terça-feira, 23 de agosto de 2011

Cioran - História e Utopia

"No ponto em que as coisas se encontram, só merecem interesse as questões de estratégia e de metafísica, aquelas que nos fixam na história e as que nos afastam dela: a atualidade e o absoluto, os jornais e os Evangelhos...
Vislumbro o dia em que só leremos telegramas e orações. Fato notável: quanto mais o imediato nos absorve, mais sentimos necessidade de tomar a direção oposta, de forma que vivemos, no interior do mesmo instante, dentro e fora do mundo.
Da mesma maneira, ante o desfile dos impérios, só nos resta buscar um meio-termo entre o ricto e a serenidade."

1957

Cioran E M. História e utopia; tradução de José Thomaz Brum. – Rio de Janeiro: Rocco, 2011.

Um comentário:

MIRZE disse...

É verdade!

Atualmente só leio "manchetes" como "telegramas"

Fico com a serenidade, mesmo porque minha leitura não modificará em nada os fatos.

Abraços

Mirze