terça-feira, 13 de novembro de 2012

Oscar Gama Filho - poema inédito


Para Curar um amor Doente
Oscar Gama Filho
A ideia era te alimentar
com o amor quântico.
A cura estaria no meu verso
e, ao mesmo tempo, nos confins do universo.

Desintegrado, você se repartiria,
Repartindo-se, esqueceria de si.
E, ao voltar a si, se seria.

Sendo-se, se redimiria ao bem estar,
Tábula rasa, se refaria no ar risonho
e apenas dele se alimentaria o sonho.

Itaparica, 27/10/2012



Oscar Gama Filho nasceu em Alegre, E.S., em 31 de março de 1958. Publicou seus poemas em De Amor à Política, 1979;  em Congregação do Desencontro, 1980, em O Despedaçado ao Espelho, 1988 e em O Relógio Marítimo, pela Imago, em 2001. Procurou o tempo perdido em obras como História do Teatro Capixaba: 395 Anos, 1981, Teatro Romântico Capixaba, publicado pelo Instituto Nacional de Artes Cênicas, em 1987, e Razão do Brasil, lançado pela José Olympio Editora em 1991. Traduziu-se para Rimbaud no conto-poema-ensaio-tradução-crítica Eu Conheci Rimbaud, de 1989. Realizou a exposição de arte ambiental poético-plástica Varais de Edifícios, em 1978, e gravou o disco Samblues, em 1992 — incluído no selo histórico Série Fonográfica do Espírito Santo. Em 2005, lançou o CD Antes do Fim-Depois do Começo, contendo músicas em parceria com Mario Ruy. Dirigiu suas peças teatrais A Mãe Provisória, em 1978, e Estação Treblinka Garden, em 1979. Pertence à Academia Espírito-santense de Letras e ao Instituto Histórico e Geográfico. Profissionalmente, é psicólogo clínico. 

Nenhum comentário: